segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Gritos da Distância
Chega! Não quero mais, Pará! São minhas ultimas palavras antes de cair em desespero e chorar. Essas vozes pedindo minha ajuda já não me deixam em paz. Gritos de socorro já se misturam com outras e com o meu choro. De que lugar elas vem?! Quem é?! Porque isso comigo?! muitas perguntas sem nenhuma resposta. Olho para o lado mas não vejo ninguém, olho para baixo e para cima na tentativa de encontrar algo, mas tudo é em vão, me deixando assim num transe total. Saio na rua na tentativa de fazer essas vozes pararem de me atormentar ... "Socorro, Me Ajuda , Socorro" não eu não aguento mais. Sigo correndo ruas e mais ruas, mas não adianta, esse som é ensurdecedor. Numa tentativa de fazerem elas pararem, começo a me dar socos no rosto, mas tudo é em vão, se tivesse um mar na minha frente nesse momento tentaria me afogar nele, para não precisar ouvir mais nada, mas como não existe, minha unica escolha é voltar correndo de volta, e assim o faço. O cansaço está me derrubando, minhas pernas já não estão aguentando o peso do meu corpo, minhas mãos agora estão dormentes. Deito-me na tentativa de esqueçer isso, mas esses gritos não me fazem pegar no sono. Tento relaxar o máximo possível, e aos poucos as vozes vão sumindo, e enfim consigo pegar no sono. Começo a sonhar. No meu sonho a voz volta mais forte do que antes, num susto acordo com o coração acelerado e o suor já tomava conta de mim, e falo para mim mesmo " de novo não, por favor ", volto a me deitar e pegar no sono, logo após, os gritos se transformam em risos, em palavras que nem um poeta seria capaz de decifrá-las. Neste momento, pude perceber que esses gritos de socorro, eram apenas a Distância, pedindo ajuda para encontrar seu maior tesouro, a Saudade. No reencontro das duas, não se importou o tempo em que ficaram separadas pela própria distância, mas sim o que importou acima de tudo, foi a Saudade que uma sentiu da outra.
A Distância e a Saudade andam sempre juntos, não importa onde for, e no final de tudo, o que importa não é a Distância, mas sim a Saudade que fica.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


Chuvas da Vida
A chuva cai lá fora, pingos grossos e finos, eu na porta da sacada observo-a cair lá na rua. Respingam algumas gotas em mim, assim podendo sentir como a chuva é fria. Pingos gelados, que nos fazem arrepiar em certos momentos, mas isso é muito bom, porque sentimos algo novo e curioso.
Fico Imaginando como gotas tão pequenas as vezes se transformam em enchentes de proporções imaginavéis. Será que nem a chuva é mais segura, algo tão bom mas ao mesmo tempo pode virar destruição em questão de minutos, uma pergunta que talvez nem os cientistas saibam.
Quem nunca tomou um banho de chuva? Que nunca pegou um resfriado após? Quem nunca fez isso, dou a dicar de fazer, é uma sensação muito boa, porque é como dizem: "A chuva lava a alma" e lava mesmo, você sai mais leve, mais tranquilo, sai da chuva acreditando que mesmo com chuva nossos sonhos e objetivos podem ser tornar realidade, que não será qualquer chuva que nos derrubara nessa vida, que não será qualquer tempestade que destruirá nossos sonhos.
Imagine sua vida uma gota de água, mas a diferença é que você nasce e não cai do céu, você vai crescendo ao longo do tempo, e percorre caminhos como a gota, e no final você chega no seu ponto final onde a gota irá parar e secar com o sol. A gota não tem caminhos a escolher, ela cai e vai no embalo das águas, você pode escolher seu caminho, chegar a um final feliz ou um final triste, só você pode escrever o seu futuro do seu jeito. Não escolha caminhos ruins, escolha caminhos bons e duvidosos, porque na vida é necessários nos arriscarmos, é necessário que alguns caminhos nos derrubem para levantarmos mais fortes do que éramos e seguir em frente, é necessário fazer a escolha certa.
Nunca deixa a chuva abater você, vá, enfrente ela como um guerreiro que batalha até a morte, vá em busca de tudo o que deseja, e não desista nunca, pois a chuva é somente mais um caminho.
Chuvas Fortes, chuvas fracas, pingos finos, pingos grossos, tempestades, chuvas de verão ... não importa a chuva, sempre serão Chuvas da Vida.